Minha primeira meia maratona! 21K em SP!

Quero dividir com vcs como foi a minha primeira meia maratona! Como vcs sabem, me preparei para correr a meia maratona durante 3 meses. Já contei aqui no blog quando e como comecei a correr e agora conto como de fato é CORRER 21K!

A Asics Golden Run foi a prova escolhida para a minha estréia. Confesso que não sou A entendida de provas legais a serem feitas, afinal, todo esse universo da corrida é novo para mim. Portanto, deixei por conta do namorado 🙂 Eu sabia que a Golden Run de SP não era uma prova tão plana e que encontraríamos alguns túneis pelo caminho. Por outro lado, sabia que o clima ajudaria e que a prova era muito organizada.

Data: 04/06/2017 – SP – 15 graus

Relatos da noite que antecedeu a corrida: Brinco dizendo que a melhor parte de correr é o dia que antecede à prova ser regado à massa! (óbvio que não é tá? rs) Comi muito durante o dia todo, privilegiando os carboidratos. E a noite não foi diferente… Só que demorei muito pra pegar no sono e acordei umas 3x na madrugada. Ou seja, estava BEM ansiosa. Normal para uma primeira vez, né? Tentei não ficar pensando na prova e me acalmar. Mas no final das contas dormi pouco… Deveria ter escutado o meu treinador e tomado uma taça de vinho para relaxar e dormir bem (#aprendizado).

Relatos do início da prova: Fomos em uma turma de 6 pessoas (5 homens e eu). Assim que nos posicionamos para aguardar a largada comecei a sentir uma leve dor de barriga (será que eu estava nervosa? sim ou COM certeza?). Minhas mãos estavam geladas e eu não sabia se era mais do nervosismo ou dos 15 graus daquela manhã de domingo. Mesmo diante de tudo isso eu sentia uma alegria ENORME. Sabe aquele sorriso de orelha à orelha que qualquer criança fica quando pisa na Disney? Era eu! :)))))))

Assim que foi dada a largada me perdi dos meninos porque empolguei e saí mais à frente… Como havia MUITA gente acabei não achando mais eles. Eu tinha colocado como meta correr à 5:50 de pace. Por querer cumprir isso acabei correndo S-O-Z-I-N-H-A. Eu bem que tentei achar alguém que estivesse no mesmo ritmo que eu pra seguirmos juntos. Porém, por apenas 10 min isso deu certo, fui acompanhando um casal sem eles nem perceberem.

Relatos da prova: O incomodo na barriga me acompanhou por uns bons kms… Eu olhava as árvores, escutava os passarinhos, agradecia a Deus pela vida, pela minha saúde e dos meus familiares… Percebia a minha respiração, sorria pra quem estava gritando e torcendo por nós… Fiz isso durante a prova inteira! E acho que isso me ajudou muito. E UFA, não precisei parar para ir ao banheiro químico. A dor, da mesma forma que veio, foi embora…

Nos 45 min de prova mais ou menos me deparei com uma banda de rock tocando no meio da rua (fazia parte da prova) Achei aquilo d+! Nada como um bom rock pra dar aquela animada! No percurso tinha água, gel, isotônico e alguns banheiros químicos. Tudo muito organizado! Levei meu próprio gel e tomei um nos 40min, depois em 1h10min de prova e o último com 1h40min. Lá pelo km 13 comecei a sentir a unha do meu dedão do pé esquerdo latejar. E mais uma vez tive que trabalhar a minha mente…

Amados, se te algo que essa prova me mostrou é que nossa cabeça é TUDO! Claro que treinar, se alimentar certinho, dormir bem, etc é fundamental. Mas o psicológico… é tão importante quanto. O que eu fiz? Percebi a dor na unha, aceitei que ela estava ali latejando e deixei ela ir… Parece papo de doida né? hahaha Mas aprendi isso com a meditação. NÃO negue a dor, não se conecte à emoções de raiva ou a pensamentos do tipo “por que estou sentindo isso?”, “o que fiz de errado”? Observe-a e deixe ela ir… Depois de uns minutinhos ela amenizou. Não parou totalmente mas já não era um incomodo.

Tempo da minha primeira meia maratona!

Durante a prova não fiquei olhando a distância… Até pra não gerar aquela ansiedade de “falta tanto, ainda?!”. Olhava somente o pace pra tentar mantê-lo a prova inteira. Encaixei nos 5:45 e fui… melhor do que eu esperava!

Relatos finais: No km 19 encontrei meu namorado e o amigo dele, Gabriel. Levei até um susto porque pra mim eles tinham ficado para trás hahaha Nem vi a hora que me passaram… Terminamos a prova juntos! E posso falar? Correr junto é muito mais legal mas, correr sozinha foi uma experiência muito especial pra mim, de verdade. Fiz da minha corrida uma celebração à vida, uma prece… QUE incrível foi vencer minhas próprias crenças. Já explico: Antes eu achava 21K um a-b-s-u-r-d-o, impossível de um dia eu conseguir correr… Isso era uma crença limitadora minha. A partir do momento que cruzo a linha de chegada e vejo que sou capaz, minha referência do que é “difícil” muda, entende? QUE privilégio vivenciar isso!

Eu e o Victor após cruzarmos a linha de chegada!

Obs.: Tenho uma memória musical muito boa quando se trata de momentos marcantes e a música que estava tocando naquela hora. Nunca vou me esquecer do que a banda de rock tocava quando estava quase chegando pra completar os 21K: “Can’t buy me love” dos Beatles 😉

Assim que cruzamos a linha de chegada foi só comemorar, tirar fotos e ir pegar a medalha! Ah, os organizadores deram para cada participante também uma toalhinha e um pacote de lanche que dentro tinha: 1 banana, 1 maça e um pão com queijo. Comi tudo, menos a maça.

Meu irmão, namorado, eu, meu cunhado e dois amigos do Victor.
Com o meu irmão! Nossa primeira meia foi juntos!

Terminei a prova bem mas com um pouco de dor de cabeça que permaneceu por umas horinhas… A dor nas pernocas nem preciso dizer né? Durou 2 dias. Tive até que tomar um relaxante muscular pra dar uma aliviada. Mas NADA que não valha a pena. Como dizem os corredores:

“A dor é passageira, o orgulho é para sempre”.

Que venha a próxima meia!

Beijos carinhosos,

Mi